A arrecadação da Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM) alcançou R$ 7,91 bilhões em 2025, consolidando-se como a segunda maior da série histórica, segundo dados da Agência Nacional de Mineração (ANM).
O resultado representa um crescimento de 6,3% em relação a 2024, quando a arrecadação foi de R$ 7,44 bilhões, e reforça a relevância dos royalties da mineração como instrumento fundamental para o desenvolvimento econômico e social dos municípios brasileiros.
O desempenho positivo reflete a ampliação da base arrecadatória do setor mineral. Em 2025, houve aumento no número de titulares arrecadadores, que passou de 7.974 para 8.086, crescimento nos processos minerários com recolhimento e expansão do número de municípios produtores arrecadadores, que chegou a 2.841 cidades em todo o país.
Os recursos da CFEM são aplicados em áreas essenciais, como educação, saúde, infraestrutura, saneamento e políticas públicas, fortalecendo economias locais em todas as regiões do Brasil.
Do ponto de vista da composição da receita, embora o minério de ferro siga como principal fonte de arrecadação, sua participação relativa caiu de cerca de 75% em 2024 para aproximadamente 69% em 2025, evidenciando uma maior diversificação da atividade mineral.
Substâncias como cobre e ouro ampliaram significativamente sua contribuição no período. Entre os estados que mais arrecadaram estão Minas Gerais (R$ 3,57 bilhões), Pará (R$ 3,09 bilhões), Bahia (R$ 237,8 milhões), Goiás (R$ 229,9 milhões) e Mato Grosso (R$ 155,7 milhões).
Já entre os municípios, destacam-se Canaã dos Carajás (PA), Parauapebas (PA), Conceição do Mato Dentro (MG), Marabá (PA) e Congonhas (MG), reforçando o alcance nacional e o impacto direto da mineração responsável no desenvolvimento regional.



