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Conheça o papel da mineração no combate à COVID-19 na Bahia

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31/05/2020 Setor vem atuando em várias frentes e Cuidando com as pessoas e comunidades. Desde que as medidas de combate à pandemia do novo coronavírus foram adotadas no Brasil, diversos setores precisaram se adaptar para continuar funcionando sem colocar em risco a saúde dos seus funcionários e manter suas produções. Muitos deles são responsáveis, inclusive, pela produção de suprimentos que fazem com que áreas essenciais como saúde, segurança e cadeias de suprimentos (supermercados, combustíveis, medicamentos, equipamentos) continuem em atividade. Foi o caso das unidades de produção, como a agropecuária, a indústria e a mineração. Diante dos desafios trazidos com a covid-19, estes setores precisaram reduzir suas tarefas ao essencial, diminuindo suas equipes nas unidades produtivas, estabelecendo práticas seguras para os seus funcionários, inclusive nos momentos de maior risco de contágio, como no transporte e refeitório. Reuniões feitas em área externa com distanciamento entre os colaboradores da Mineração Caraíba “Às vezes, as pessoas não percebem como a mineração participa na vida delas. Para produção de alimentos, por exemplo, fornecemos fertilizantes, ferramentas, tratores, etc. e isso não pode parar. Nos equipamentos médicos, respiradores por exemplo, temos o talco que participa da fabricação do plástico. Em equipamentos computadorizados e instrumentos médicos temos vários metais e produtos da mineração como o ferro, níquel, cromo, vanádio, ouro, cobre e até o diamante estão presentes. E para produzir estes metais, é necessário magnesita, que também é um produto mineral da Bahia”, explica Paulo Misk, CEO da Largo Resources e Presidente do Sindicato das Indústrias Extrativas de Minerais Metálicos, Metais Nobres e Preciosos, Pedras Preciosas e Semipreciosas e Magnesita no Estado da Bahia (SINDIMIBA). “Outra grande contribuição da mineração é com a tecnologia e inovação. Fornecemos os materiais para geração de energia limpa (painéis solares, geradores eólicos), para carros elétricos e aviões, para computadores e celulares; sempre contribuindo para o mundo ser mais sustentável”, completa. “Além disso, a mineração exerce um papel de estimular a economia, mantendo milhares de empregos diretos e indiretos, em pequenas, médias e grandes empresas, no geral, em regiões carentes do interior do estado”, acrescenta Carlos Henrique Temporal, Relações Institucionais da Ferbasa e vice-presidente do sindicato. O setor, que já atuava com protocolos de segurança e higiene, adotou medidas mais rigorosas por conta da pandemia, com mudanças severas nas rotinas das unidades de produção, como a liberação para ficar em casa de pessoas acima de 60 anos e com histórico de doença, redução do efetivo, incluindo setores administrativos, adotando o home office – algumas mineradoras reduziram até 56% do seu efetivo no local de trabalho – , comunicação com colaboradores, terceiros e comunidades sobre as medidas adotadas dentro das empresas, com informações sobre prevenção e tratativas, distribuição de kits de prevenção, reorganização dos refeitórios com afastamento de mesas e cadeiras às distâncias de segurança, aumento na oferta de álcool em gel nas instalações das empresas, inclusive nas portarias dos sites, restaurantes, e aumento na quantidade de saboneteiras para lavagem das mãos, higienização com maior frequência nas áreas de uso comum e meios de transporte, entre outros. A disseminação destes protocolos e de outras iniciativas positivas foi realizada pelo SINDIMIBA, que vem usando diversas formas de divulgação, entre elas postagens no site www.mineracaonabahia.com.br e no perfil no Instagram @mineracaonabahia, alimentado diariamente com textos informativos, cards e vídeos de especialistas com dicas úteis. “A União faz a força. A organização do setor é parte essencial para o seu progresso, troca de experiências e contribuição de geração de políticas que consolidem e tragam desenvolvimento para o setor. Temos hoje o SINDIMIBA, criado recentemente, que muito vai ajudar no seu fortalecimento. O grande desafio que temos é a aproximação com a sociedade (autoridades políticas, lideranças institucionais, comunidades, etc.) para um melhor e mais completo entendimento sobre o que representa a mineração nas nossas vidas e na riqueza do país”, avalia Manoel Valério de Brito, diretor da Mineração Caraíba e diretor Administrativo do SINDIMIBA. CUIDADO COM AS PESSOAS E COMUNIDADES Além de adaptarem suas produções, este compromisso com as comunidades onde atuam fez com que as empresas de mineração assumissem um papel extremamente relevante no apoio aos municípios em que estão. “Nesse momento tão desafiador temos buscado, com segurança e através de um amplo plano de prevenção e saúde, manter nossas atividades, protegendo nossos funcionários, movimentando a economia e levando apoio emergencial às comunidades onde atuamos na Bahia, através de doações e criação de oportunidades para geração de renda neste momento de pandemia”, afirma Pedro Leite, diretor de Mineração da RHI Magnesita e diretor financeiro do SINDIMIBA. E não são poucas as iniciativas: “Campanhas educativas, apoio financeiro e de pessoal, equipamento de proteção individual para as equipes do setor de saúde, respiradores, kit de testes para covid-19, termômetros e cestas básicas para as famílias que perderam sua renda”, lista Paulo Misk. Costureiras da comunidade contratadas para produzir máscaras de tecido para serem doadas em ação promovida pela RHI Magnesita “Além disso, quase todas empresas desenvolveram programas de produção de máscaras através das costureiras locais, que tem um efeito extremamente positivo, pois geram renda para elas e máscaras gratuitas para a população. O programa da Vanádio de Maracás, por exemplo, já produziu mais de 50 mil máscaras. São 2 mil por dia! Na verdade, o mérito é das costureiras, que abraçaram esta causa com garra e coração. A mineradora apenas ajudou elas neste desafio. Acredito que unidos venceremos este vírus. Ficando em casa quem pode e cada um fazendo a sua parte”, acrescenta o empresário. Cestas básicas reunidas no auditório da FERBASA antes de serem doadas Atualmente, todas as empresas associadas ao SINDIMIBA têm atuado em suas regiões/comunidades de acordo com a necessidade local. Em âmbito estadual, a entidade contribuiu com a campanha da FIEB de doação de mais de 100 respiradores, auxiliando assim no tratamento dos pacientes acometidos pela covid-19. Além disso, as empresas associadas ao SINDIMIBA e o próprio sindicato doaram mais de R$ 3 milhões em dinheiro, cerca de 12 mil EPIs, 315 mil luvas descartáveis, 115.460 máscaras, 21 termômetros infravermelhos, 290 termômetros digitais, mais

31 de maio de 2020 / Comentários desativados em Conheça o papel da mineração no combate à COVID-19 na Bahia
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Setor de mineração incluído no rol de atividades essenciais do Decreto Federal

Decretos

DECRETO Nº 10.329, DE 28 DE ABRIL DE 2020 DIÁRIO OFICIAL DA UNIÃO Publicado em: 29/04/2020 | Edição: 81 | Seção: 1 | Página: 5 Órgão: Atos do Poder Executivo DECRETO Nº 10.329, DE 28 DE ABRIL DE 2020 Altera o Decreto nº 10.282, de 20 de março de 2020, que regulamenta a Lei nº 13.979, de 6 de fevereiro de 2020, para definir os serviços públicos e as atividades essenciais. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA, no uso da atribuição que lhe confere o art. 84,caput, inciso IV, da Constituição e tendo em vista o disposto no art. 3º da Lei nº 13.979, de 6 de fevereiro de 2020, Considerando que o Plenário do Supremo Tribunal Federal, na Ação Direta de Constitucionalidade nº 6341, por maioria, referendou Medida Cautelar, que deu interpretação conforme a Constituição ao § 9º do art. 3º da Lei nº 13.979, de 2020, a fim de explicitar que o Presidente da República poderá dispor, preservada a atribuição de cada esfera de governo, nos termos do disposto no inciso I do caput do art. 198 da Constituição, sobre serviços públicos e atividades essenciais; Considerando a Medida Cautelar deferida pelo Supremo Tribunal Federal na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental nº 672; e Considerando que o rol de atividades essenciais, acrescido por este Decreto, foi objeto de discussão e avaliação multidisciplinar por colegiado composto por representantes das áreas da vigilância sanitária, da saúde, do abastecimento de produtos alimentícios e de logística, D E C R E T A : Art. 1º O Decreto nº 10.282, de 20 de março de 2020, passa a vigorar com as seguintes alterações: “Art. 3º …………………………………………………………………………………………………… § 1º ……………………………………………………………………………………………………….. ……………………………………………………………………………………………………………………….. V – trânsito e transporte interestadual e internacional de passageiros; ……………………………………………………………………………………………………………………….. X – geração, transmissão e distribuição de energia elétrica, incluídos: a) o fornecimento de suprimentos para o funcionamento e a manutenção das centrais geradoras e dos sistemas de transmissão e distribuição de energia; e b) as respectivas obras de engenharia; ……………………………………………………………………………………………………………………….. XII – produção, distribuição, comercialização e entrega, realizadas presencialmente ou por meio do comércio eletrônico, de produtos de saúde, higiene, limpeza, alimentos, bebidas e materiais de construção; ……………………………………………………………………………………………………………………….. XIV – guarda, uso e controle de substâncias, materiais e equipamentos com elementos tóxicos, inflamáveis, radioativos ou de alto risco, definidos pelo ordenamento jurídico brasileiro, em atendimento aos requisitos de segurança sanitária, metrologia, controle ambiental e prevenção contra incêndios; ……………………………………………………………………………………………………………………….. XXII – serviços de transporte, armazenamento, entrega e logística de cargas em geral; ……………………………………………………………………………………………………………………….. XXIV – fiscalização tributária e aduaneira federal; ……………………………………………………………………………………………………………………….. XXVII – produção de petróleo e produção, distribuição e comercialização de combustíveis, biocombustíveis, gás liquefeito de petróleo e demais derivados de petróleo; ……………………………………………………………………………………………………………………….. XXXVIII – atividades de representação judicial e extrajudicial, assessoria e consultoria jurídicas exercidas pela advocacia pública da União, relacionadas à prestação regular e tempestiva dos respectivos serviços públicos; ……………………………………………………………………………………………………………………….. XLI – serviços de comercialização, reparo e manutenção de partes e peças novas e usadas e de pneumáticos novos e remoldados; XLII – serviços de radiodifusão de sons e imagens; XLIII – atividades de desenvolvimento de produtos e serviços, incluídas aquelas realizadas por meio de start-ups; XLIV – atividades de comércio de bens e serviços, incluídas aquelas de alimentação, repouso, limpeza, higiene, comercialização, manutenção e assistência técnica automotivas, de conveniência e congêneres, destinadas a assegurar o transporte e as atividades logísticas de todos os tipos de carga e de pessoas em rodovias e estradas; XLV – atividades de processamento do benefício do seguro-desemprego e de outros benefícios relacionados, por meio de atendimento presencial ou eletrônico, obedecidas as determinações do Ministério da Saúde e dos órgãos responsáveis pela segurança e pela saúde do trabalho; XLVI – atividade de locação de veículos; XLVII – atividades de produção, distribuição, comercialização, manutenção, reposição, assistência técnica, monitoramento e inspeção de equipamentos de infraestrutura, instalações, máquinas e equipamentos em geral, incluídos elevadores, escadas rolantes e equipamentos de refrigeração e climatização; XLVIII – atividades de produção, exportação, importação e transporte de insumos e produtos químicos, petroquímicos e plásticos em geral; XLIX – atividades cujo processo produtivo não possa ser interrompido sob pena de dano irreparável das instalações e dos equipamentos, tais como o processo siderúrgico e as cadeias de produção do alumínio, da cerâmica e do vidro; L – atividades de lavra, beneficiamento, produção, comercialização, escoamento e suprimento de bens minerais; LI – atividades de atendimento ao público em agências bancárias, cooperativas de crédito ou estabelecimentos congêneres, referentes aos programas governamentais ou privados destinados a mitigar as consequências econômicas da emergência de saúde pública de que trata a Lei nº 13.979, de 2020, sem prejuízo do disposto nos incisos XX e XL; LII – produção, transporte e distribuição de gás natural; e LIII – indústrias químicas e petroquímicas de matérias-primas ou produtos de saúde, higiene, alimentos e bebidas. ………………………………………………………………………………………………………………………… § 9º O disposto neste artigo não afasta a competência ou a tomada de providências normativas e administrativas pelos Estados, pelo Distrito Federal ou pelos Municípios, no âmbito de suas competências e de seus respectivos territórios, para os fins do disposto no art. 3º da Lei nº 13.979, de 2020, observadas: I – a competência exclusiva da União para fixar as medidas previstas na Lei nº 13.979, de 2020, referentes ao uso dos seus bens e à prestação dos serviços públicos essenciais por ela outorgados; e II – que a adoção de qualquer limitação à prestação de serviços públicos ou à realização de outras atividades essenciais diretamente reguladas, concedidas ou autorizadas pela União somente poderão ser adotadas com observância ao disposto no § 6º deste artigo.” (NR) Art. 2º Ficam revogados os seguintes dispositivos do Decreto nº 10.282, de 2020: I – os incisos VIII, IX, XI do § 1º e o § 8º do art. 3º; e II – o art. 5º. Art. 3º Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação. Brasília, 28 de abril de 2020; 199º da Independência e 132º da República. JAIR MESSIAS BOLSONARO Walter Souza Braga Netto

14 de maio de 2020 / Comentários desativados em Setor de mineração incluído no rol de atividades essenciais do Decreto Federal
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Maracás: da cidade das flores à terra do Vanádio

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Cidade no interior baiano que tem a única mina do tipo nas Américas está vendo economia florescer O vanádio virou nome até de auto-escola na Cidade das Flores. Cinco anos após o início da operação  da Vanádio de Maracás, a produção do minério está redesenhando a estrutura econômica e social da cidade a 370 quilômetros de Salvador. Após o início da operação na mina, o município se tornou o 8º maior gerador de royalties minerais (Cfem) na Bahia, de acordo com dados da Agência Nacional de Mineração (ANM). No ano passado foram pouco mais de R$ 2 milhões. Há cinco anos, foram apenas R$ 56 mil. E antes disso, se quer aparecia na lista. Entretanto a importância da atividade econômica em Maracás vai além da arrecadação do Cfem.  Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de empresas ativas na cidade baiana passou de 373 em 2014 para 484 em 2017. A quantidade de pessoas ocupadas passou de 2,2 mil para 3,3 mil no mesmo período. O volume de recursos em circulação na cidade, propiciado pela massa salarial e outras remunerações, praticamente dobrou, passando de R$ 31,4 milhões para R$ 67,1 milhões. A pesquisa que mostra a evolução do Produto Interno Bruto (PIB) dos municípios registra que no intervalo entre 2014 e 2016 a economia maracaense experimentou uma expansão de 60%, passando a registrar um PIB de R$ aproximadamente 309 milhões. O PIB da indústria, que engloba a mineração, triplicou, passando de R$ 27 milhões para pouco mais de R$ 91,5 milhões. Oportunidade de crescer Foi o vanádio quem definiu o rumo da vida da assistente de departamento pessoal Lindaines, 22 anos. Há dois anos ela entrava na Largo Resources como estagiária. Não fosse a mina, teria tomado o caminho de muita gente na faixa etária dela. “Os jovens de Maracás tinham o costume de concluir o segundo grau e ir tentar a vida em São Paulo ou em Salvador”, conta. Formada em Recursos Humanos e com uma segunda graduação em curso, em Contabilidade, Lindaines comemora a possibilidade de trabalhar em sua área de formação. O curso atual é bancado em parte pela Vanádio de Maracás. “Sinto que estou me desenvolvendo aqui. Eu tinha emprego antes. Já trabalhei em um supermercado e numa loja de produtos agropecuários, mas agora posso atuar em minha área de formação”, diz. Ela conta que não foram apenas os funcionários da mineradora os beneficiados pela produção do vanádio. O mineral – que tem o seu uso ligado à produção de um aço mais resistente e mais leve, na indústria aeroespacial e na produção de baterias de alta capacidade – está transformando sonhos em realidade. Novas empresas chegaram para prestar serviços à mineradora, o comércio se expandiu, com novos mercados, farmácias e restaurantes, instituições de ensino chegaram, bem como estabelecimentos de hospedagem.  O movimento aparece nos números do IBGE. O setor de comércio e serviços da cidade cresceu na mesma proporção que o PIB municipal, passando de R$ 66 milhões para R$ 102 milhões, entre 2014 e 2016. Com a possibilidade de crescimento pessoal, Lindaines sabe que agora o céu é o limite. Mas ela tem muita clareza em relação ao horizonte que quer vislumbrar todos os dias. “Nunca quis sair daqui e agora com a mineração tenho a possibilidade de construir minha vida em Maracás”, afirma. E pra fechar com chave de ouro, o vanádio ainda fez o papel de casamenteiro para ela. “Conheci meu marido na Vanádio. Ele veio de Serrinha trabalhar aqui. E a nossa história não é a única deste tipo”, ri. Momento certo O prefeito de Maracás Uilson Venâncio diz que a mineração chegou em boa hora para a cidade. “Nós já tivemos uma agricultura muito forte, com o café e legumes, mas muitas áreas agrícolas foram vendidas para o plantio de eucaliptos e isso enfraqueceu a atividade por aqui”, diz. Segundo o prefeito, mesmo com a exploração do vanádio o município enfrenta  dificuldades na área econômica. “A nossa cidade cresceu demais após o início da operação da mina. A Vanádio nos ajuda demais. Se hoje temos uma série de dificuldades com a empresa aqui, não quero nem imaginar como seria se não tivéssemos ela”, reconhece Uilson Venâncio. Além da renda para os 800 trabalhadores diretos e movimentar a economia local, a empresa atual em projetos sociais, como o Jequiriça, que oferece aulas de judô e jiu jitsu para crianças. Além disso, apoia o  Mulheres Ativas, com cursos e projeto de confecção, corte e costura, além de uma associação para a produção de mel. O município a aproximadamente 370 quilômetros de Salvador tem pouco mais de 24 mil habitantes. Até a chegada da mineração, vivia da produção agrícola, pecuária e a produção de flores. Longa história Apesar do início da produção ter se dado há apenas cinco anos, a presença do vanádio em Maracás já era conhecida quatro décadas atrás. O mineral foi identificado pela Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM) e o projeto chegou a ser alvo de pesquisas de outras mineradoras. Mas foi apenas com a chegada da canadense Largo Resources que a potencial pôde ser aproveitado. “Esta é mais uma história vitoriosa que começou com a CBPM”, destacou o presidente empresa estadual de pesquisa, Antonio Carlos Tramm. Segundo ele, o objetivo da empresa é encontrar produtos como o vanádio em outras cidades baianas. Acionista majoritário e presidente do conselho da Largo, Alberto Aras ressaltou a qualidade do produto disponível na Bahia. A mina no interior baiano é a única de vanádio nas Américas. “A nossa fé estava correta”, comemorou, durante um evento para comemorar os cinco anos de operação na Bahia. Antes de colher os frutos, a empresa enfrentou dois anos difíceis – 2015 e 2016 – logo após a implantação. Titânio e ferro estão na mira da Largo Após o anúncio da expansão na produção de vanádio, que passou de 800 toneladas por ano para mil toneladas, a Largo Resources planeja iniciar a produção de titânio e de ferro-vanádio em sua unidade

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Evento discute o presente e o futuro da mineração na Bahia

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09/04/2020 Setor representa 2% do PIB estadual e deve crescer ainda mais – gerando emprego e renda- nos próximos anos. O setor de mineração é hoje responsável por aproximadamente 2% do Produto Interno Bruto (PIB) da Bahia. O estado é, atualmente, o terceiro maior produtor mineral do país. Os números já são bons, mas devem ficar ainda melhores nos próximos anos com o início do funcionamento do complexo logístico formado pela Ferrovia de Integração Oeste – Leste (Fiol) e pelo Porto Sul, em Ilhéus, e a implantação de grandes projetos de minério de ferro na região de Caetité. E é este futuro próximo que estará em debate nesta quarta (18/11), no evento CBPM Convida, realizado pela Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM) para marcar seus 47 anos de fundação. A ideia é reunir profissionais e técnicos da área de mineração para discutir o papel das empresas mineradoras no desenvolvimento socioeconômico da Bahia. Os convidados desta primeira edição são o presidente da Companhia de Ferro Ligas da Bahia (Ferbasa), Márcio Lopes, e o diretor de operações da Mineração Caraíba, Manoel Valério. Eles vão compartilhar experiências adquiridas à frente de duas das mais importantes empresas de mineração do país. O diretor-geral da Agência Nacional de Mineração, Victor Bicca, também confirmou presença. O aniversário da companhia também ensejou a criação do prêmio CBPM de Mineração, que será entregue – também na quarta – ao empresário e fundador da Ferbasa José Corgosinho de Carvalho Filho. Além de ter concebido e construído, na Bahia, uma das mais importantes empresas na área de mineração, metalurgia e reflorestamento do país, o empresário teve também grande atuação na área social, por meio da Fundação José Carvalho. Radicado na Bahia desde 1960, o fundador da Ferbasa faleceu em 2015, aos 84 anos. Serviço  O que: CBPM Convida – Márcio Lopes, Presidente da Ferbasa e Manoel Valério, diretor de operações da Mineração Caraíba Quando: Dia 18 de dezembro, 08:30. Onde: Sede da CBPM – Quarta avenida do CAB, Salvador, Bahia. Entrada gratuita Matéria completa: *Correio

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Causos da mineração em terras baianas

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09/04/2020 Conheça mais sobre a atividade com histórias pitorescas contada por geólogo Adalberto Figueiredo. Conta-se que no século XVIII graças ao ouro de aluvião, o município de Rio de Contas prosperou tanto, e muitos moradores ficaram tão ricos, que eles se davam ao luxo de fazer demonstrações públicas da abundância. Conta-se que as tradicionais famílias costumavam lançar pó de ouro nas pessoas que se vestiam de imperadores e rainhas na tradicional procissão da Festa do Divino Espírito Santo. Conforme registros citados em livro pelo historiador Cid Teixeira, os moradores também costumavam importar roupas e objetos de decoração da Europa graças a riqueza do ouro. Foi a mesma riqueza que permitiu surgir na cidade os casarões em estilo colonial hoje tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. O ciclo do ouro na Bahia durou cerca de 150 anos, até quando as jazidas começaram a se esgotar no fim do século XVIII. Rio de Contas passou a ter o turismo e a agricultura como atividades econômicas principais. Os registros oficiais contam que o primeiro diamante da Bahia teria sido encontrado por acaso, acidentalmente, por Cristiano Pereira do Nascimento, afilhado de José Pereira do Prado, conhecido como Cazuza do Prado. Cristiano teria encontrado a pedra preciosa no momento em que lavava as mãos no leito do Riacho das Cumbucas, na antiga Vila Santa Isabel do Paraguaçu, atual município de Mucugê. A partir daí vários homens, sob comando de Cazuza do Prado, terias recolhido outros diamantes na região. O segredo só foi descoberto quando um dos integrantes do grupo tentou vender um diamante, foi acusado de assassinar um minerador e teve que revelar a origem da pedra. Em 1846, o mineralogista Virgil Von Helmreichen também chegou a relatar em Viena, que desde 1842 diamantes tinham sido descobertos na Serra das Aroeiras, na Chapada Grande. “A ocorrência de diamantes na Serra das Aroeiras foi descoberta no mês de março de 1842 pelo padre Queiroz e, até o fim de 1842, a população tinha subido de oito para dez mil almas entre as quais havia de 1.800 a 2.000 trabalhadores de diamantes propriamente ditos”, a firmou o mineralogista Virgil Von Helmreichen em 1846. Ferrovias e Mineração sempre andaram juntas. Os metais não íam parar apenas nos trilhos, era uma questão de engenharia. As equipes responsáveis pela construção das ferrovias precisavam abrir caminho, cortar colinas, atravessar montanhas e ultrapassar rochas para diminuir a declividade do terreno. Foi desta forma que muitas reservas minerais de potencial econômico foram encontradas. Dando origem ao que veio a ser legalmente chamada de “minas manifestadas”. Elas não estavam nos projetos de exploração, mas foram encontradas por acaso. A lei pregava que o precioso achado deveria ser comunicado, imediatamente, as autoridades da época. Este tipo de descoberta foi muito frequente depois da Primeira Guerra Mundial, quando os projetos de expansão industrial ganharam força e a construção de ferrovias foi intensa no Brasil. Não por acaso, diversos documentos oficiais de mineração da época aparecem assinados pelo presidente Getúlio Vargas. Na Bahia estão na lista de minas manifestadas, diversas jazidas de manganês encontradas na região de Jacobina e Nazaré. São contemporâneas destes eventos as minas de manganesistas de Licínio de Almeida e Urandi. As guerras também impulsionaram a mineração. Um dos momentos mais importantes ocorreu durante a Segunda Guerra Mundial, período em que o Brasil decidiu apoiar os países aliados. Nesta ocasião todos os territórios foram mobilizados para atender o esforço de guerra e as matérias primas produzidas no Brasil ganharam importância crucial como estratégia bélica. As jazidas de manganês da Bahia se valorizaram, assim como os depósitos de quartzo, usado na composição de radares de navegação. Foi assim também que muitas pistas de pouso foram abertas no sertão da Bahia, além do porto que precisou ser adaptado para ancorar navios de carga. Quando a 2 Guerra Mundial chegou ao fim, a produção mineral brasileira foi convocada para atuar ativamente em mais uma mudança nos rumos da economia. O esforço de reconstrução do país iniciado no fim dos anos 50, se prolongou até a década de 70 com o início da guerra fria, e aumentou a necessidade de metais. O problema é que eles eram caros, em sua maior parte importados e pesavam muito negativamente na balança comercial brasileira. O país chegava a importar 100% do concentrado de cobre usado internamente. Foi neste período que o governo estabeleceu o Programa Nacional de Substituição das Importações. O objetivo era incentivar a criação de siderúrgicas e metalurgias nacionais, aumentar a produção interna e diminuir a dependência do mercado internacional. Na Bahia, entre os nomes que ganharam destaque na época, estão figuras como Francisco Baby Pignatari, responsável pelos estudos iniciais que viabilizaram a criação da Mineração Caraíba, em Jaguarari, nos anos 70. Depois disso, a empresa entrou definitivamente para a história da economia nacional ao fornecer cobre em grande escala e permitir que o Brasil se transformasse em exportador do produto.  Nos anos 60, impulsionada pelo era desenvolvimentista, a Bahia vê surgir a Companhia de Ferro Liga. A criação da mineradora envolve uma história de superação, determinação, gestão e preocupação social. Nascido em família de poucos recursos em Minas Gerais, José Corgosinho de Carvalho Filho, aproveitou todas as bolsas de estudo que surgiram no seu caminho e conseguiu se formar engenheiro de minas, metalurgia e civil. Depois de trabalhar no Rio de Janeiro e em Brasília, se muda para a Bahia e funda aquela que se tornaria uma das maiores empresas do Brasil, a Ferbasa. De beneficiado a beneficiário. A empresa mantem atualmente um dos maiores projetos sociais do país voltado para cidadania e educação gratuita de qualidade para criançs e jovens de baixa renda. Durante muitos anos quem chegou a Salvador através da BR-324, em algum momento se guiou pela chaminé que despontava no horizonte logo depois do acesso de Simões Filho. Era o sinal de que a capital estava próxima e a viagem chegava ao seu destino. A chama que virou farol era resultado da queima de quase 300 mil toneladas de minério

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Mapa da mineração: Bahia se destaca pela diversidade de minérios

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No subsolo dos mais de 567 mil quilômetros de área da Bahia existem 45 substâncias minerais com potencial comercial já identificadas. Os recursos naturais vão desde a água nossa de cada dia até aqueles que parecem palavras inventadas por alguma criança. Caso da barita, diatomita, ou o feldspato, ou o molibdênio. Responsável por aproximadamente 2% do Produto Interno Bruto (PIB) da Bahia, a produção mineral baiana se destaca como a maior do país na exploração de sete produtos, segunda maior em outras quatro e chega ao requinte de ter substâncias tão singulares que levam o nome do estado no nome. Casos do granito Azul Bahia, de Potiraguá, ou do mármore Bege Bahia, de Ourolândia. Atualmente, a Bahia é o terceiro maior produtor mineral do país, atrás apenas dos estados de Minas Gerais, Pará e Goias, sendo responsável por 4% do PIB da atividade no país. Entretanto, apesar dos números de destaque, as perspectivas para o setor são de um cenário melhor que o atual no estado. “Nós temos um diferencial em relação ao restante do país, que é a diversidade da nossa produção mineral. Nenhum outro tem 45 tipos diferentes de minérios”, destaca o diretor técnico da Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM), Rafael Avena. Segundo o geólogo, o estado que mais se aproxima da realidade baiana é Minas Gerais, que “também tem uma diversidade grande”. Ele cita a existência de rochas com padrões cromáticos únicos e a produção de minerais como vanádio e urânio, que são as únicas no Brasil. No caso do vanádio, a mina operada pela Largo Resources acumula 1,12% das reservas mundiais do produto, que aparece associado aos minérios de ferro e titânio. O mineral, usado para tornar o aço mais flexível, é fundamental para o desenvolvimento da indústria da aviação, entre outras aplicações. Em Nordestina opera a primeira mina de diamantes da América do Sul desenvolvida a partir de rocha kimberlítica, que é a rocha primária do diamante. Perspectivas Um recurso que deve voltar a ser destaque a partir do início do próximo ano é o níquel. A mina em Itagiba, que era operada pela australiana Mirabella, terá a operação retomada sob o comando da inglesa Atlantic Nikel. O estado tem 15% das reservas do minério no país. “A atividade depende dos preços no mercado internacional. Quando a Mirabella iniciou a operação em Itagiba, a tonelada do níquel era comercializada por US$ 54 mil. Em 2015, o preço caiu para US$ 8 mil”, lembra Rafael Avena. Agora, quando se inicia um processo de retomada da produção no local, o preço está por volta dos US$ 12 mil. Além do níquel em Itagiba, o diretor técnico da CBPM destaca novos projetos como a produção de fosfato em Irecê. O produto é fundamental para a agricultura. Mas é na produção de minério de ferro que estão as maiores apostas no crescimento da produção baiana nos próximos anos. “Nós temos reservas significativas de ferro tanto na região de Caetité quanto no Norte do estado. Nos dois casos, nós temos o desafio do escoamento. A mineração de ferro depende da movimentação de grandes volumes para se viabilizar”, ressalta. Com o início das operações da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol), a tendência é que a produção de ferro passe a ocupar um papel de destaque no mapa da mineração do estado, acredita Avena, graças ao projeto da Bahia Mineração (Bamin), em Caetité. “A mineração é uma das atividades com o maior potencial para impulsionar o desenvolvimento econômico do estado, porque ela se concentra no interior”, aponta o superintendente da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Paulo Guimarães. Para Guimarães, além de investir na ampliação da produção mineral, é importante que se criem mecanismos para facilitar o beneficiamento e o processamento da produção na Bahia. Inovação e uma atuação sustentável serão discutidas Os integrantes da cadeia da produção mineral da Bahia vão se reunir no próximo dia 14 para discutir os investimentos em inovação e os caminhos para uma atuação mais sustentável no setor. Com a presença de alguns dos mais importantes nomes da mineração brasileira, o evento promovido pela Companhia Baiana de Pesquisa Mineral (CBPM) e a Secretaria de Ciência e Tecnonologia (Secti), com o apoio do CORREIO, vai colocar a discussão da criação de um hub com empresas do setor para o fomento de boas práticas empresariais. Entre os integrantes do poder público, estão confirmados no 1º Fórum Internacional de Inovação e Sustentabilidade na Mineração Alexandre Vidigal, secretário de Geologia, Mineração e Transformação Mineral do Ministério de Minas e Energia (MME),  e Victor Hugo Froner Bicca, diretor-geral da Agência Nacional de Mineração (ANM). O evento acontece no auditório da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (Fieb), “É um encontro voltado para toda a cadeia da mineração baiana”, destaca o presidente da CBPM, Antonio Carlos Tramm. Na iniciativa privada, o presidente da Largo Resources no Brasil, Paulo Misk, é presença confirmada, para falar sobre a Vanádio de Maracás. Gustavo Roque, coordenador do Mining Hub, em Minas Gerais, é outra presença confirmada. O projeto que a CBPM pretende implantar no estado é baseado no que está em operação em Minas desde o início deste ano. “Nós queremos aprender com a experiência deles”, destaca Tramm.  “O hub é uma aposta no futuro da mineração aqui na Bahia”, acredita. Serviço O quê: 1º Fórum Internacional de Inovação e Sustentabilidade na Mineração Quando: Dia 14 de agosto, das 9h até as 17h20 Onde: Fieb, no Stiep

7 de abril de 2020 / Comentários desativados em Mapa da mineração: Bahia se destaca pela diversidade de minérios
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Bahia protagoniza cena da mineração no país

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07/04/2020 A Bahia se destaca no cenário nacional e internacional quando o assunto é mineração. O estado, que é o maior produtor de cromo no país e participa da cadeia de fabricação dos aços inoxidáveis brasileiros, conta com a maior extração de magnesita das Américas, tem a maior mina de diamantes e a principal produção de talco da América Latina, além de ser o único a extrair vanádio nas Américas, colocando o estado como um dos mais competitivos do mundo no fornecimento do minério. Colecionando números que impressionam, o setor de mineração baiano tem no Sindicato das Indústrias Extrativas de Minerais Metálicos, Metais Nobres e Preciosos e Magnesita no Estado da Bahia (SINDIMIBA) um local para estudos e coordenação da atividade. O sindicato, fundado em 2011 e com registro sindical deferido em 2017, quer ser uma representação do setor nas relações com os diversos níveis da sociedade. O grupo é formado por mineradoras de cobre, cromo, diamante, ferro, magnesita, níquel, ouro, talco e vanádio. Onze empresas são associadas ao sindicato: Atlantic Nickel, BAMIN, Ferbasa, Imi Fabi Talco, Leagold, Lipari Mineração, Mineração Caraíba, Pedra Cinza Mineração, RHI Magnesita, Vanádio de Maracás e Yamana Gold. Mas o número de mineradoras em atividade na Bahia é superior ao de associadas. Presidente do SINDIMIBA e diretor da Federação das Indústrias do Estado da Bahia, Paulo Misk conta que são 535 mineradoras em 221 municípios, atuando no fortalecimento da economia do estado e desses municípios: “Esse impacto da mineração é bastante representativo na medida que ela não só produz esses materiais, mas gera quantidade de empregos, compras locais, que favorecem a economia da Bahia. A maioria das cidades em que as mineradoras atuam são carentes. O desenvolvimento tem dificuldade de chegar e a mineração chega lá e gera empregos”. Empregos Segundo dados do IBGE de 2017, mais de 14.800 empregos foram gerados na Bahia pelo setor. A atividade garantiu o incremento na arrecadação fiscal via ICMS de mais de R$116 milhões no último ano. Na arrecadação dos municípios que sediam as mineradoras, o número é superior a R$ 30 milhões, e para o estado supera R$ 12 milhões através da CFEM em 2018. Também no ano passado, foram comercializados mais de R$ 3,2 bilhões, com mais de U$ 939 milhões movimentados em exportações desses minérios. “Desse total comercializado, a empresa tem um lucro entre 10% e 15%. O resto é usado para pagar impostos e CFEM, funcionários, compra de insumos, o que movimenta a economia na região. Entra aí o Comércio, a Indústria, serviços variados. Isso tudo é impactado”, explica Misk. O SINDIMIBA revela ainda que a Bahia tem mais de 2 milhões de toneladas de 52 diferentes minérios extraídos por ano e mais de 75% das compras de produtos e contratação de serviços é feita no próprio estado. Diretor administrativo do sindicato e diretor de operações da Mineração Caraíba, Manoel Valério reforça o discurso de um estado promissor no cenário da mineração. Ele conta que a mineradora que dirige beneficia Juazeiro, Curaçá, Jaguarari, Uauá e Andorinha. “A Caraíba gera quase 3 mil empregos diretos de moradores da região. Além disso, temos uma adutora que atravessa a localidade e beneficia mais ou menos 100 mil pessoas, impactando positivamente também outros serviços que não é só a indústria de mineração. Consumimos 20% dessa água e o resto, 80%, é distribuída pelas comunidades da região”. Protagonismo Aproximadamente 95% das reservas de cromita do Brasil encontram-se na Bahia – mais uma evidência do protagonismo do estado no setor. Wanderley Lins, vice-presidente do SINDIMIBA e diretor de mineração na Ferbasa, conta que a empresa produziu, em 2018, cerca de 540 mil toneladas de minério de cromo para os mercados interno e externo, mantendo cerca de 4 mil postos de trabalho diretos e indiretos em todas as unidades produtivas e administrativas da companhia, priorizando sempre a contratação local. “A Bahia possui uma vocação natural para a mineração devido às suas riquezas minerais. Isso favorece muito a atividade no estado pela possibilidade de longevidade dos negócios, pelos investimentos na extração e nas áreas de pesquisa e desenvolvimento, mas, sobretudo, pela capacidade de atendimento dos mercados nacional e internacional com a comercialização de produtos com alto padrão de qualidade”, diz Wanderley. Outra evidência do protagonismo baiano no cenário nacional é o fato de que, em uma escala de produção mineral, a Bahia fica atrás apenas de Minas Gerais, Pará e Goiás. Esse é um dado revelado pelo diretor financeiro do SINDIMIBA, Pedro Leite, que dirige a RHI Magnesita (a Bahia tem a maior reserva do minério de magnesita no mundo fora da China). O caráter moderno e sustentável da atividade no estado ganha destaque em seu discurso: “A Bahia tem grandes áreas de preservação asseguradas pelas mineradoras, geração de empregos formais e renda, além de investimentos sociais consistentes que refletem em mais cultura e educação para as cidades”. Sustentabilidade Quando o tema é sustentabilidade, o setor reconhece que vive um momento de crise de imagem, o que, segundo Manoel Valério, pode ser creditado a uma associação que as pessoas ainda fazem com o garimpo como algo que só degrada o meio ambiente. Assim como os demais membros do sindicato, ele defende a importância de melhorar a imagem que o público tem, através de uma comunicação que acabe com a desinformação. “A mineração gera impactos em uma área específica, mas os órgãos ambientais fazem um trabalho muito sério e a gente mostra para eles a viabilidade dos empreendimentos, como vai se desenvolver. Não é algo desordenado, nós temos obrigações para atender e atuar dentro da legislação”. Neste sentido, o SINDIMIBA está trabalhando num projeto que visa esclarecer a população baiana e levar ao público a real imagem do segmento, através de vídeos que serão produzidos em torno de diferentes temáticas, como os minérios produzidos na Bahia pelas mineradoras associadas, sobre uso consciente da água, preservação e recuperação ambiental, projetos sociais e os diversos impactos positivos da mineração na região e na comunidade. Para Paulo Misk, uma comunicação transparente é o caminho para

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